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· 3 min de leitura

Os doze produtos, do pastel ao império

O cardápio inteiro do Império do Pastel em ordem: o que cada produto custa, quanto demora o ciclo dele e por que o salto é sempre de doze vezes.

O Império do Pastel tem doze produtos. O primeiro custa quatro reais e sai da chapa em dois segundos; o último custa alguns trilhões e leva quase um minuto. Este post é o cardápio inteiro, em ordem, e a explicação do que acontece entre um degrau e o seguinte.

Ato um: a feira

Pastel de Feira, Açaí na Tigela, Tapioca Recheada e Hambúrguer Artesanal.

É a parte do jogo em que a sua mão importa. Cada ciclo precisa de um toque para começar, os ciclos são curtos — de dois a seis segundos — e a mesa é barulhenta de propósito. É aqui que você aprende que produto não é um número que sobe: é uma chapa a mais, igual à que você já tinha.

Ato dois: a rua

Food Truck, Praça de Alimentação, Franquia Regional e Rede Nacional.

O jogo muda de escala e de gesto. Os ciclos passam a durar de oito a vinte e quatro segundos, tocar tudo à mão deixa de ser possível, e a pergunta some do “o que eu compro” e vai para “quem eu contrato”. Esse é o momento em que os gerentes deixam de ser luxo.

Ato três: o império

Franquia Internacional, Indústria de Congelados, Holding de Alimentos e Império Gastronômico.

Ciclos de trinta e dois a cinquenta e seis segundos, e valores que só cabem em texto abreviado. Estes quatro entraram depois, e entraram por uma razão medida: sem eles o jogo terminava a descoberta cedo demais. Hoje ver os doze produtos abertos leva algo em torno de vinte e seis horas de jogo, contra um teto que a gente se impôs de trinta e seis.

O degrau é sempre de doze vezes

Do segundo produto em diante, cada um custa doze vezes o anterior. O primeiro salto é o único diferente, e é maior: quinze vezes.

Manter essa razão fixa é o que faz a curva ser legível. Você não precisa consultar nada para saber onde está: se o próximo produto parece absurdamente caro, ele está exatamente onde deveria estar, e é o seu império que ainda não chegou lá.

A parte contraintuitiva: o produto novo rende menos

Aqui vai um número que costuma surpreender quem joga idle há tempo. O produto seguinte custa doze vezes mais, mas produz, por segundo, só cinco a sete vezes mais que o anterior.

Ou seja: por real investido, o produto novo é pior que o velho. Comprar o próximo degrau não é um upgrade de eficiência — é um aumento de teto. Quem paga a diferença são as duas outras peças do jogo: os marcos, que dobram a produção a cada tantas unidades do mesmo produto, e o gerente, que transforma uma chapa que depende do seu dedo numa chapa que trabalha sozinha.

É por isso que a decisão interessante do Império do Pastel quase nunca é “qual produto eu compro”. É “eu abro o próximo produto, empilho unidades no que já tenho até o próximo marco, ou contrato mais um gerente”. As três opções são boas, e é isso que faz a escolha valer alguma coisa.

Se quiser o funcionamento dessas peças em detalhe, ele está no post sobre como o império cresce sozinho. E o que acontece quando você chega ao fim dessa lista está em o que sobra quando você recomeça do zero.

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